sabe aquele nó na garganta. de novo. e aquele frio na barriga. aquele aperto no centro do peito. a eminência. a suspensão do tempo regular. a ameaça da ruptura com o conhecido. o abismo abaixo da sola dos pés. o vôo prestes a acontecer. as asas batendo, abrindo penas em leque, um salto longo e livre, sem estilo definido.
quase 7 anos de sonho e pesadelo, de conforto e extrema inquietude. muita coisa passou, muita coisa colou na pele como adesivo. uma folha apegada ao suor do rosto, mais uma salmoura de suor, e este adesivo pregando a pele, fazendo dobras entre os vincos da pele. sete anos.
um vazio de feira esvaziando. deja vu. sensação de fim de festa, sobras de bolo na mesa, umas migalhas aqui e ali. um nó na garganta. e talvez só isto. talvez alguma dedicação cega, uma devoção laica, um soluço de vida, tempo, tempo. parece bem pouco, quando condensado, quando resumido. parece quase nada, um lasca, uma fatia pouco generosa. é isto. e deve ser o começo do fim. parece que o fim sempre tem este gosto de água parada que precisa vazar, rolar pelas pedras e atingir seu fim mar-rio-mar.
1 comentários:
que bom que voltou a escrever. só você mesmo pra encontrar as palavras que me faltam. Bjs, Ka
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